Chapada Invisível" de Chapo: Governadora de Gaza sob fogo por oferta polémica em tempo de fome

 


"Chapada Invisível" de Chapo: Governadora de Gaza sob fogo por oferta polémica em tempo de fome


A polémica está lançada em torno de um gesto que muitos classificam como bajulação em tempos de crise. O Centro de Integridade Pública (CIP) exigiu esta semana a devolução imediata dos bens doados pela Governadora da Província de Gaza, Margarida Mapandzene, ao recém-empossado Presidente da República, Daniel Chapo.

Entre os bens entregues constavam toneladas de alimentos e dezenas de animais, num momento em que a própria província enfrenta uma grave crise de insegurança alimentar, afetando milhares de famílias. Para o CIP, a doação viola flagrantemente a Lei de Probidade Pública, uma vez que se trata de bens do Estado usados para fins políticos e simbólicos.


A organização considera o gesto uma “chapada invisível” à população de Gaza, que sofre com a fome enquanto os recursos públicos são desviados para fins de adulação. “Num contexto de tanta carência, este tipo de comportamento é não só imoral, como ilegal”, declarou o CIP em nota.

A governadora, conhecida também por manter um estilo rígido e de “escova curta” no comando da província, ainda não se pronunciou sobre a exigência do CIP. Já nas redes sociais, a opinião pública não perdoa: muitos veem na oferta um retrato do distanciamento entre os governantes e a realidade dos governados.

A Presidência da República também permanece em silêncio sobre se aceitará ou não a devolução dos bens, o que poderá acender ainda mais o debate sobre ética e responsabilidade pública em Moçambique.

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