Revelações Explosivas Reabrem Feridas do Passado: Alegado Acordo Secreto Liga Apartheid à Morte de Samora Machel
Revelações Explosivas Reabrem Feridas do Passado: Alegado Acordo Secreto Liga Apartheid à Morte de Samora Machel
Uma nova e controversa investigação independente voltou a agitar o debate público em Moçambique ao lançar suspeitas sobre um dos episódios mais sombrios da história nacional: a morte do primeiro Presidente da República, Samora Moisés Machel, em 1986.
Segundo informações que circulam em círculos académicos e políticos, a investigação levanta a hipótese de que o então dirigente da FRELIMO e futuro Presidente da República, Joaquim Alberto Chissano, teria mantido contactos secretos com um antigo general do regime do Apartheid sul-africano, num alegado acordo que teria como objectivo eliminar Samora Machel.
❗ Alegações graves, sem confirmação oficial
Os investigadores responsáveis pelo estudo afirmam que documentos, testemunhos indirectos e movimentações políticas da época levantam dúvidas sobre o papel de certos actores moçambicanos e estrangeiros nos acontecimentos que culminaram na queda do avião presidencial em Mbuzini, na África do Sul.
Importa sublinhar que:
Não existe até ao momento qualquer prova conclusiva que confirme tais acusações;
Nenhuma instância judicial nacional ou internacional responsabilizou Joaquim Chissano por envolvimento no caso;
O próprio Chissano sempre negou qualquer ligação a conspirações contra Samora Machel.
🕊️ O contexto da época: tensão, guerra e interesses regionais
Na década de 1980, Moçambique encontrava-se mergulhado numa guerra civil devastadora, enfrentando simultaneamente pressões externas do regime do Apartheid, que via Samora Machel como um inimigo estratégico por apoiar movimentos de libertação da África Austral.
Especialistas recordam que o regime sul-africano da época:
Realizava operações clandestinas em países vizinhos;
Tinha interesse directo em desestabilizar Moçambique;
Já foi implicado, em relatórios internacionais, em acções de sabotagem e assassinatos políticos.
É neste ambiente de alta tensão que surgem as novas alegações, reacendendo teorias que, durante décadas, dividiram opiniões entre acidente, sabotagem externa ou conspiração interna.
⚖️ Reacções divididas e apelos à verdade histórica
As revelações provocaram reacções mistas:
Alguns sectores defendem a abertura total dos arquivos do Estado;
Outros alertam para o perigo de reabrir feridas sem provas sólidas;
Historiadores pedem uma comissão verdadeiramente independente, com acesso a documentos de Moçambique, África do Sul e antigos aliados internacionais.
Para muitos moçambicanos, Samora Machel continua a ser um símbolo de soberania, e a sua morte permanece uma ferida aberta na memória colectiva.
🔍 Verdade ou especulação?
Até que surjam provas irrefutáveis, estas revelações permanecem no campo das suspeitas e especulações, exigindo cautela, investigação séria e responsabilidade jornalística.
O caso reforça uma pergunta que atravessa gerações:
Moçambique já sabe toda a verdade sobre a morte de Samora Machel — ou ainda há capítulos escondidos na história?

Comentários
Enviar um comentário